sexta-feira, 25 de novembro de 2011

9º encontro Internacional da Marcha será no BRASIL!!!*

 No dia 24 de novembro, as delegadas presentes ao 8º Encontro Internacional da MMM, realizado em Quezon City, nas Filipinas, aprovaram a realização do próximo encontro internacional no Brasil, que está previsto para 2013. Além do Brasil, também o Mali apresentou candidatura para receber a reunião.
Foto de Corina Muñoz Caris
No grupo de discussão das Américas, obtivemos total apoio e incentivo à iniciativa. No diálogo com as companheiras do Mali, reforçamos que seria muito importante que o Brasil sediasse o 9º Encontro, uma vez que podemos contribuir muito com a MMM Internacional compartilhando nossa experiência de relação entre a Coordenação da MMM brasileira e o Secretariado Internacional.
Ademais, é importante para Brasil conduzir o processo de transferência do Secretariado Internacional, que ocorrerá no próximo encontro, como forma de fechar um ciclo que foi iniciado com a eleição da C.N brasileira para secretariar internacionalmente, e a indicação de Miriam Nobre como Coordenadora Internacional da MMM . 
Nada mais justo, portanto, que depois de tanta dedicação da Coordenação Nacional brasileira para com o movimento internacional, que pudéssemos encerrar esse ciclo realizando o Encontro internacional que elegerá o novo Secretariado Internacional.

Jovens feministas
A inclusão das jovens feministas na construção da MMM foi um tema muito debatido neste encontro. O Brasil tem uma boa experiência para compartilhar com as companheiras dos outros países, sobretudo em relação a Batuca, que é um instrumento político utilizado pelas jovens de todo o país, como forma de mostrar sua irreverência e identidade.

Movimentos Aliados
Foto de Raquel Duarte
A conferência com os movimentos aliados foi uma demonstração de fortaleza da Marcha Mundial das Mulheres. Sete movimentos que fazem aliança com a MMM estiveram presentes no nosso Encontro, entre esses, podemos destacar a Via Campesina, Amigos da Terra, KDTM, e o Movimento das Mulheres Sindicalistas.
Entre as diversas agendas e bandeiras apresentadas para o próximo período, uma se fez presente entre todos os movimentos: a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Essa informação nos deixou muito contentes, porque significa que nossa estratégia de convencimento para a inclusão de agendas mútuas está ocorrendo no cotidiano. 
A MMM sempre dialogou com todos os movimentos sociais parceiros, afirmando que se todos deveriam assumir a luta contra a violência sobre as mulheres, assim, o movimento feminista terá mais tempo para também se dedicar as demais lutas de transformações mundiais. E nas Filipinas os movimentos aliados da MMM demonstraram que respondeu ao chamado.

Reunião das Americas definem representantes para o Comite Internacional
Foto de Joanne McDermott
Através das reuniões por região se discutiu as estratégias de ação para o próximo período. Nas Américas além de avaliação e relato das atividades realizadas, destacou-se a importância da política de formação e fortalecimento das coordenações nacionais.
Aprovamos o calendário da região para 212 elegendo as seguintes ações como prioridade: RIO + 20 e Festival das Juventudes em Fortaleza-BR; Encontro feminista que se realizará na Argentina; 24 horas de ação pela paz.
Alem das estratégias de atuação de cada região, foram eleitas as companheiras que irão compor o comitê internacional:
America: Emilia Castro (Quebec) e Sandra Morán (Guatemala), Tamara Columbie (Cuba)
Ásia: Jean Enriquez (Filipinas) e Salima Sultana (Bangladesh), Françoise Caillard (Nova Caledônia)
África: Nana Aicha Cisse (Mali) e Graça (Moçambique)
Europa: Judite Fernandes (Portugal), Yıldız Temürtürkan (Turquia). Suplente: Natasha Dokovska (Macedônia)
Mundo Árabe: Souad Mahmoud (Tunísia)

*Por Conceição Dantas e Raquel Duarte - ambas militantes da MMM/Brasil

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Encontro Internacional da MMM: 3º dia - Reformas necessárias! *



A MMM é um movimento cuja sua elaboração é parte de seu aprendizado e luta cotidiana. As mudanças em seu estatuto são necessárias na medida em que a luta exige nova reformulação. Está em constante transformação, não é um movimento estagnado.
Por isso, o 8º Encontro Internacional da Marcha tem em sua pauta também a Reforma de seu Estatuto. O estatuto da MMM foi aprovado em 2003, e sofreu sua primeira reformulação três anos depois no seu 6º Encontro Internacional realizado em Lima/Perú.
Nos últimos anos, passamos a existir de forma organizada e concreta em muitos países (Palestina, Coréia, Japão, Tunisia, Saarah Ocidental, Paraguai...), por isso, passados outros cinco anos, sentiu-se necessidade de novas alterações.
Incluiu-se no estatuto que a MMM é um movimento feminista, anticapitalista e anti-patriarcal, como já dizíamos há muito tempo no Brasil. Se reformulou a redação de muitos artigos, atualizando-os e deixando-os mais nítidos.
Destacamos a forma democrática de conduzir o processo de votação, onde as decisões são tomadas buscando o consenso. Sendo este impossível, cada coordenação nacional tem direito a um voto. Para ser aprovada, a proposta deve receber o apoio de pelo menos 2/3 das coordenações presentes no Encontro.
Importante ressaltar que através da Reforma do Estatuto se possibilitou um profundo debate político sobre a identidade da MMM, seus objetivos, valores e princípios.

Filipinas 

O movimento feminista é particularmente importe para mudar o mundo e a vida das mulheres. Através de uma peça teatral, onde as protagonistas eram as próprias feministas da MMM nos contaram um pouco da história e do movimento feminista filipino.
Durante todo o período em que Filipinas esteve dominada pelos colonizadores, espanhóis, americanos e japoneses, as mulheres se fizeram presentes na luta de resistência à colonização do povo filipino. Conquistaram sua independência apenas na década de 70.  Vitória esta construída pelas muitas mãos de mulheres e homens lutadores que deram suas vidas em nome da independência e da liberdade de seu povo.
Hoje o feminismo segue sua luta pelas transformações do país, do mundo e da vida das mulheres. As batalhas de ontem contra o império capitalista e patriarcal seguem  materializadas nas lutas de hoje por uma vida de igualdade e contra a prostituição e  mercantilização do corpo das mulheres,  pela paz e contra a militarização, pela soberania alimentar e contra o agronegócio que se implanta no país.
De noite, nos presentearam com um belo jantar, regado a muita música e diversão.   

Viva o povo filipino! Viva as mulheres e o feminismo  filipino! Viva a Marcha  Mundial das Mulheres!
 
* Conceição Dantas e Raquel Duarte - ambas militantes da Marcha Mundial das Munlheres

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encontro Internacional da MMM: 2º dia - Desafios, objetivos e estratégias comuns!

Hoje, dia 22 de novembro, o encontro da marcha priorizou a discussão de desafios, estratégias e ações até 2015.
O dia foi intercalado com animações dos diversos países presentes, com destaque para as companheiras Africanas que conseguem transmitir nossas lutas através das suas canções. Também marcaram nosso dia as denúncias do perigo do capital ao redor do mundo, e socialização de lutas.
Através de divisão de grupos por idiomas conseguimos visualizar, como desejamos a marcha em 2015; quais seus desafios;estratégias e ações concretas. A MMM do Brasil se reuniu com o idioma castelhano, junto com outros nove países: Chile, Uruguai, Moçambique, Galícia, Portugal, Saarah Ocidental, Cuba e Canadá.
Como resultado da junção dos três idiomas, idealizamos uma marcha forte, com existência em mais países. Queremos uma marcha que todas as mulheres sintam-se representadas no feminismo que construímos, e principalmente uma Marcha com enraizamento local como forma de fortalecer as transformações mundiais;

Desafios:
  1. Construir um movimento com todas as mulheres oprimidas;
  2. Desmistificar a palavra feminismo para que todas se sintam construtoras do nosso movimento;
  3. Inter-relacionar os campos de ação (Paz e desmilitarização, Autonomia econômica das mulheres, violência contra as mulheres, bens comuns e serviços públicos ) capaz de construir lutas e ganhos concretos na vida das mulheres.
Estratégias: 
Aliança com os movimentos sociais anticapitalista e antipatriarcal, capaz de contaminar reciprocamente as bandeiras de luta;
Formação feminista e atualização dos conceitos da marcha a partir da carta das mulheres para humanidade;
Fortalecer nossa auto-organização com agendas local, nacional, regional e internacional;
Política econômica e financeira de auto-gestão da marcha.
 Ação:
24 horas de ação pela paz, desde uma perspectiva feminista;
Campanha contra as transnacionais de minérios, entre outras.

Não podemos deixar de falar da comida que está sendo servida no encontro. Nossa alimentação está sendo feita por cooperativas, todas com produtos agroecológicos e sem a incorporação de produtos industrializados como corantes, glúten ou sódio. Hoje foi particularmente especial. Preparada por um grupo de mulheres sobrevivente da prostituição e da violência sexual.
O cardápio do dia foi um prato feito a base de peixe e ervas, chamado Kinunot com arroz produzido nas montanhas muito nutritivo e saboroso, acompanhado de verduras temperadas com a “vinga” da bananeira.
Alimentamo-nos de alternativas e transformações reais na vida das mulheres e na relação com a natureza.
 Visibilidade: hoje apresentamos o vídeo da ação 2010 Brasileira que emocionou a todas, pela nossa coragem e organização.
*Por Conceição Dantas - integrante do CF8 e militante da Marcha Mundial das Mulheres

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Encontro internacional da MMM: 1º dia 34 países, 80 mulheres, um só ideal!*

Hoje, dia 21 de novembro, se deu início ao Encontro internacional da Marcha que está acontecendo em Manila, Filipinas. 
 
Como não podia deixar ser, o Encontro começou com toda a alegria e irreverência característica da MMM em todos os países. 
 
Com uma mística envolvendo todos os países e territórios aqui presentes, e os elementos essenciais para a nossa vida (fogo, água, terra e ar), nos sentimos ainda mais próximas e conectadas. 
 
Antes de iniciar a pauta do dia, fomos presenteadas com uma belíssima apresentação de um grupo contemporâneo típico das Filipinas, com música, batuques, danças e muita alegria. 
 
Pronto, depois de muita integração e apresentação, estávamos prontas para dar início à pauta do dia. Iniciando a jornada, a integrante do Comitê Internacional, Miriam Nobre, contextualizou o momento em que vivemos apontando algumas diretrizes de atuação da MMM neste contexto.
Vivemos em um momento de crise, para muitas não é uma simples crise cíclica do capitalismo, é uma crise social, histórica, civilizatória. 
 
Para outras, as mulheres vivem essas crises há séculos. 
 
Depois de muito debate, apareceram quatro pontos gerais que fazem parte de nossa estratégia neste momento histórico: 
 
1- Ser um movimento enraizado nas lutas locais com relações e estratégias internacionais. 
 
2- Articulação das lutas em pontos comum, relacionados aos quatros eixos da Ação de 2010; 
 
3- Construir experiências democráticas de auto-organização, de forma coletiva, onde todas possam contribuir. 
 
4- Construção de alianças capazes de fortalecer a luta feminista em todos os espaços. 
 
O dia terminou com uma “Noite da Solidariedade” onde cada país pode compartilhar um pouco de sua cultura. 
 
Nós, do Brasil, fizemos uma pequena amostra da irreverência de nossa Batucada, que encantou a todas. 
 
Você que está lendo este texto, não se esqueça de levar em consideração que aqui nas Filipinas são 10 horas a mais que no Brasil, por isso, pode haver alguma confusão nas datas das postagens.

*Relato de Raquel Duarte, militante da MMM Brasil.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ocupar as ruas, estourar as bolhas, respirar

A Marcha Mundial das Mulheres, em Campinas, participou na organização da Marcha das Vadias na cidade, realizada no sábado, 24 de setembro.
A Fuzarca Feminista esteve presente, com a batucada da MMM.
Reproduzimos abaixo o post que a Bruna Provazi publicou em seu blog.

Saímos de São Paulo na madrugada manhã de ontem, rumo a Campinas, com a tarefa de nos somarmos a mais uma edição da Marcha das Vadias, movimento que, desde maio deste ano, vem ganhando versões regionais por todo o mundo. A internet e as redes sociais têm contribuído para facilitar a comunicação e a dar visibilidade a ações de movimentos sociais que sempre estiveram organizados sob a forma de rede, ao mesmo tempo em que impulsiona o surgimento de novas formas de articulação. 
Criada em 2000 e presente, hoje, em mais de 58 países e territórios, a Marcha Mundial das Mulheres é um grande exemplo do quanto nossas demandas feministas são concretas e atingem a vida das mulheres, em diferentes graus, em diferentes lugares por todo o mundo. De forma semelhante, sob o princípio do “pensar global, agir local”, a Marcha das Vadias vem articulando demandas regionais por onde passa, mas, sobretudo, vem demonstrando o quanto o tema da violência sexista continua sendo uma realidade para as mulheres e uma das grandes bandeiras do movimento feminista, hoje.
Em Campinas, o processo de construção da Marcha das Vadias envolveu diferentes movimentos, de partidos políticos a coletivos anarquistas e de arte. Performances e apresentações abriram a manhã de sábado, em frente à Catedral, no Centro da cidade: uma diversidade de elaborações sobre o próprio feminismo que só comprovava o caráter coletivo da organização. A partir dali, seguimos pela rua 13 de maio e, com auxílio de um carro de som, expusemos para a população um pouco de nossas motivações, revelando dados de uma situação que, a bem da verdade, @s campineir@s já conheciam muito bem:
No mês de julho de 2011 denúncias de casos de estupros ocorridos no Distrito de Barão Geraldo-Campinas alarmaram os moradores. A discussão desses casos ajudou a divulgar mais dados: na região de Campinas um estupro acontece a cada 13 horas, o que significa um caso para cada 12,7 mil habitantes. No Brasil, a cada ano, 15 mil mulheres são estupradas.
Diante dessa triste realidade, muitas pessoas se organizaram para procurar soluções e exigir atitude das autoridades. Foi aí que nasceu a Marcha das Vadias de Campinas. Mas, na verdade, ela tinha nascido em outro lugar e já estava correndo o mundo.
Ao final, o microfone foi aberto para que os movimentos presentes fizessem breves considerações. Qualquer militante sente um friozinho na barriga sempre que um microfone é aberto; sempre há o risco imanente da partidarização e apropriação de atos e manifestações… Felizmente, as falas foram todas embriagadas demais do sentimento coletivo que nos unia em prol da luta das mulheres. A sensação de dever cumprido, enfim, abriu o apetite d@s marchantes para o almoço.
 O feminismo (e a Marcha das Vadias) inspira(m) essas construções coletivas e solidárias. Sabemos que as lutas contra a violência sexista, pela legalização do aborto e contra a mercantilização de nossos corpos e vidas só têm sentido se forem para todas as mulheres, e não apenas conquistas individuais de quem pode pagar para abortar em clínicas clandestinas limpinhas ou de quem se casou com um cara legal que “até lava a louça”. É por isso que a marcha só tem sentido se for “até que todas sejamos livres”.
 Cada vez que ocupamos as ruas, mostramos a cara e a força do movimento. Cada vez que dialogamos com as pessoas “ao vivo”, ali, no tête-a-tête acalourado do momento, temos uma possibilidade real de convencimento. E cada vez que deixamos indícios, por mínimos que sejam, de que elas não estão sozinhas, mostramos que o tal do outro mundo é realmente possível. Por isso desconfio de revoluções de sofá com fim em si mesmas. A utopia da inclusão digital de nada nos serve, se descolada da realidade. Sabemos que ainda estamos beeeem longe de cibercidadanias – o mundo real é outra coisa. É preciso estourar as bolhas para que possamos tod@s, de fato, respirar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Devassa: EU BOICOTO!

Confira o Manifesto Contra Trotes Machistas na PUC-Rio, elaborado pelas estudantes da PUC-Rio.

Nós, mulheres estudantes da PUC, organizadas no DCE, em Centros Acadêmicos e no Coletivo de Mulheres, sempre lutamos para que a PUC cumpra um papel central na construção de um mundo mais justo, baseado em pilares de cooperação e de respeito as diferenças. Acreditamos que o ambiente universitário é um espaço privilegiado para a formulação de um pensamento crítico que nos sirva como ferramenta para combater às opressões e, neste caso, o machismo da sociedade brasileira.
Desde 2009, ano da fundação do Coletivo de Mulheres da PUC, estivemos organizadas e combatendo o machismo no dia-a-dia da nossa universidade, que se em sua maioria é composta por mulheres, sejam alunas ou professoras, são as que mais evadem da universidade, ou não estão em nenhum posto de direção da administração da PUC. Por acreditarmos que o machismo deve ser combatido em sua  raiz, realizamos há mais de dois anos uma campanha contra os trotes machistas na PUC, para que nenhuma atitude ou brincadeira humilhem as calouras que estão entrando na universidade, e que nenhuma forma de machismo seja naturalizada. As calouras devem entrar na universidade entendendo que estão num espaço para produzir o conhecimento que construa um mundo em que nós, mulheres, não somos objetos ou mercadorias, onde nós não estamos a venda. 
Ainda assim, são muitos os desafios que estão pela frente, um deles foi ver, que mesmo com tudo o que construímos, formas humilhantes de trotes ainda persistem. Um deles é o "Concurso Caloura Devassa", que foi realizado durante a semana que se passou. Antecede a este concurso o comportamento agressivo com nós, mulheres, somos tratadas por parte da marca Devassa: desde sua concepção, quando havia o chopp da loira, da ruiva, da negra e da índia, ou quando a sua principal propaganda é o corpo socialmente considerado ideal de uma mulher, em que ela está nua. Quem estuda publicidade sabe a mensagem que esta cerveja está querendo passar: algo como "compre uma Devassa e ganhe de brinde uma mulher como essa". Com o "Concurso Caloura Devassa", ocorre o mesmo. A disputa é por qual é a caloura mais Devassa, como se a característica mais marcante das alunas da PUC não fosse a sua inteligência, mas sim a sua capacidade de ser Devassa. Nós, que queremos ser tantas coisas, que entramos na universidade com tantas expectativas, logo de início somos reduzidas a Devassas. Que papel legal que essa marca cumpre, né?
Por isso, queremos dialogar com toda a universidade, com as estudantes e os estudantes, para que concursos desses moldes não se reproduzam na PUC. Que nós valorizemos o nosso pensar e o nosso agir no mundo. Pedimos que a Devassa não seja mais utilizada em qualquer tipo de eventos da nossa universidade, e que este momento sirva para afirmarmos que nós não somos objetos, nem produtos a venda em uma prateleira, somos mulheres que querem ter autonomia para decidir sobre as suas próprias vidas, sem que nenhuma cervejaria diga como devem ser as nossas vidas.
NEM DEVASSAS, NEM SANTAS: LIVRES!
Assinam este documento:

Diretório Central dos Estudantes PUC-Rio - Gestão Roda VIVA
Coletivo de Mulheres da PUC-Rio
Centro Acadêmico de Relações Internacionais PUC-Rio
Diretoria de Mulheres da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ)
Marcha Mundial das Mulheres

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Núcleo USP da MMM realiza atividades pré-EME!

O Núcleo USP da Marcha Mundial das Mulheres está realizando atividades preparatórias para o I Encontro de Mulheres Estudantes da USP. Faremos os debates seguindo os eixos do encontro: Mulheres na Universidadade, histórico da luta feminista, a atualidade da luta das mulheres e movimento estudantil feminista/mulheres no movimento estudantil.

Pensamos esses debates como uma maneira de preparar as estudantes para o encontro, para além de divulgá-lo. Para isso, iremos principalmente a lugares onde não há coletivos de mulheres: Nossa primeira atividade, Mulheres na Universidade – o lugar das mulheres no ensino superior, com Isadora Araújo (formada em Direito pela USP), ocorreu na Ciências Sociais. As próximas serão na FEA, Faculdade de Educação, e ECA.

O EME ocorrerá nos dias 21, 22 e 23 de outubro. Ele, bem como as reuniões de organização, será auto-organizado, isto é, dele só participarão mulheres, mas nossas atividades serão mistas.

Segue abaixo a programação dos próximos debates. Participe!

13/09:
Feminismo: que bicho é esse?
Um breve histórico da luta feminista.
Com Nalu Faria, da SOF e da Coordenação Executiva da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil.
Local: FEA (sala a confirmar).
Horário: 18h.

27/09:
A Atualidade da Luta das Mulheres
Feminismo ontem, hoje e sempre.
Com Maria Fernanda, da SOF e militante da Marcha Mundial das Mulheres.
Local: Faculdade de Educação (sala a confirmar).
Horário: 18h.

04/10:
Movimento Estudantil Feminista
Desafios e Perspectivas para as feministas no ME.
Local: ECA (sala a confirmar).
Horário: 18h.

Lembrando que todas as atividades começam às 18h e vão até às 19h30, tempo em que as salas ficam disponíveis, pois há aulas no período noturno. Por isso, pedimos que, quem puder, chegue pontualmente, para que possamos aproveitar ao máximo o tempo que temos para o debate.

Veja a página do encontro no facebook: http://www.facebook.com/pages/I-Encontro-de-Mulheres-Estudantes-da-USP/234342633251236