Na penúltima sexta-feira, dia 10 de outubro de 2008, no espaço dos estudantes da faculdade de Medicina Veterinária da USP, aconteceu uma festa organizada pelo centro acadêmico do curso. O espaço, muito famoso dentro do Campus por vender cerveja barata e assemelhar-se fisicamente a um barracão de escola de samba, é considerado um local de diversão garantida para os universitários.
Jarbas, aluno do curso de letras, estava nesta festa acompanhado por um grupo de sete amigos, ele e o moço com o qual estava ficando, subiram em um dos palcos do local e começaram a dançar, logo em seguida, se beijaram.
O DJ da festa, presidente do centro acadêmico dos alunos de Medicina veterinária, ao vê-los se beijando, parou a música, ascendeu a luz do estabelecimento, apontou para o casal e os rechaçou moralmente com palavras de baixo calão.
Em seguida, dois alunos altos e fortes fisicamente, foram em direção ao palco violentamente e “arrancaram” o casal de lá, apoiados pelos outros alunos da veterinária, usando de violência física e moral, os trogloditas colocaram o casal e seus amigos para fora do estabelecimento e fecharam as portas do barracão. Jarbas e seus amigos tentaram resistir, de nada adiantou pois eram minoria.
Já do lado de fora, Jarbas repudiou a violência da qual foram vítimas e disse que iria ligar para a polícia, pois homofobia é crime, os alunos e alunas que estavam na festa atacaram o casal com frases do tipo: “Vocês que estão errados, vocês estragaram a nossa balada”, “ O que vocês fizeram é atentado ao pudor”, “ Vocês estão aqui a toa, querem causar, vão causar em outro lugar”, “O que nós fizemos foi o certo, vocês que estão querendo criar confusão”.
Apesar de inúmeras ligações para a polícia, devido a dificuldade de explicar claramente o nome da rua dentro do Campus onde se localiza o barracão, nenhuma viatura apareceu, a guarda universitária chegou cerca de duas horas depois e nada fez de notável para ajudar, os seguranças da festa também não interviram de maneira alguma para conter a violência.
Há cerca de um ano atrás, eu e uma amiga estávamos em uma festa, neste mesmo barracão, onde acontecia um baile funk, subimos no “famoso palquinho” para dançar, em poucos minutos já haviam moços dançando “com a gente”, de repente começou a tocar o “Funk do boquete”, o aluno que estava do meu lado instantaneamente colocou sua mão em minha nuca e impulsionou- a para baixo em direção ao seu pênis, tirei sua mão de mim e nervosa dei um tapa em sua cabeça, ao perceber minha ação de violência contra o rapaz, sem entender o que estava acontecendo, minha amiga aproximou-se, o moço fez a mesma coisa com a cabeça dela, xinguei-o, puxei-a, descemos do palco e nos retiramos do local, e desta vez, ninguém parou a música, ascendeu a luz ou repudiou o ato deste “tipo de macho”.
Todos estes atos ocorreram na Universidade de São Paulo, a maior Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa do país, e terceira da América Latina. Muitos por aí acreditam que nós, estudantes desta renomada instituição, somos os grandes intelectuais do Brasil, os grandes pensadores capazes de contribuir para a melhora do País.
Agora eu vos pergunto: Que melhora é essa?... De que vale o saber científico no consciente de pessoas sem escrúpulos, criminosas, que não respeitam os Direitos Humanos!? Essa é a cara do nosso país? Esse é o retrato da sociedade que estamos construindo? Quais são as prioridades deste mundo que vivemos?
A cada dia que passa, multiplicam- se e brotam dentro dos mais diversos grupos sociais, grandes criminosos, fundamentados por uma cultura machista, sexista, racista, homofóbica, sectária, onde quem não segue determinados padrões de comportamento, que lhe é imposto, é excluído e aniquilado.
Esta é a nossa juventude... Onde será que isso vai dar? E ainda há quem defenda a idéia de que nos dias de hoje, o machismo e a discriminação não existem.
Iara Viana - militante da Marcha Mundial das Mulheres em SP.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Curso feministas em Luta - BH
“O que importa na vida não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” Cora Coralina.
É com grande prazer que convidamos todas as mulheres em luta para mais um encontro na nossa caminhada por um mundo diferente!
Vamos nos reunir para conversar e estudar sobre nossa vida, vida das mulheres da região metropolitana de Belo Horizonte, sobre a trajetória histórica de luta das mulheres e o feminismo.
Estamos no momento de discutir e levantar propostas concretas, para melhor nos organizar e unificar forças para combater as várias formas de injustiça às quais somos expostas.
Vamos juntar muitas Bruxas e reunir em um só “caldeirão”, reflexões, estudos e debates das guerreiras dos nossos movimentos e de nossas comunidades.
Mas para que a gente faça um bom encontro VOCÊ TEM QUE PARTICIPAR. Portanto marque na agenda:
Dias 03 e 04 Outubro partir das 08:00hs. LOCAL: Instituto Metodista Izabela Hendrix (Rua da Bahia, 2020, Bairro Funcionários, referência: próximo à Praça da Liberdade).
Para nosso encontro ser mais gostoso, pedimos às companheiras que tragam seus deliciosos quitutes para contribuir nos nossos lanches. E também roupas, acessórios, artesanatos,etc, que possam ser doados para o bazar que será feito na noite de sexta, regado com muita música e animação!
Não esqueçam de trazer seu kit militante (prato, talher, caneca) e roupa de cama!!
E para nossas crianças terá o espaço da ciranda!
Abraços e beijos de carinho e luta
Companheiras da Assembléia Popular, Via Campesina, Marcha Mundial das Mulheres, Brigadas Populares, Movimentos das/os Trabalhadoras/es Desempregadas/os, Nucleo de Geração de Trabalho e Renda do Vicariato, Grupo de Apoio de Familiares e Amigos de Pessoas em Situação de Privação de Liberdade, Movimento das/os Sem Universidade.
PROGRAMAÇÃO
Dia 03 de outubro
– Manhã
08:00 - 09:00 - Acolhida
09:00- 12:00 - A vida das mulheres na RMBH
- Tarde
14:00 - 16:00 - Construção coletiva do Mapa - Vida das Mulheres na RMBH
16:30 - 18:00 - O feminismo e a luta das mulheres.
- Noite: Confraternização com Jornada feminista – Histótria de vida das mulheres lutadoras
Dia 04 de outubro
– Manhã:
08:00 - 09:00 -Debate em eixos - diálogo com o espaço da vida das mulheres na RMBH, criminalização da pobreza e soberania alimentar e energética.
- Tarde:
14:00 - 16:30 -Encaminhamentos.
É com grande prazer que convidamos todas as mulheres em luta para mais um encontro na nossa caminhada por um mundo diferente!
Vamos nos reunir para conversar e estudar sobre nossa vida, vida das mulheres da região metropolitana de Belo Horizonte, sobre a trajetória histórica de luta das mulheres e o feminismo.
Estamos no momento de discutir e levantar propostas concretas, para melhor nos organizar e unificar forças para combater as várias formas de injustiça às quais somos expostas.
Vamos juntar muitas Bruxas e reunir em um só “caldeirão”, reflexões, estudos e debates das guerreiras dos nossos movimentos e de nossas comunidades.
Mas para que a gente faça um bom encontro VOCÊ TEM QUE PARTICIPAR. Portanto marque na agenda:
Dias 03 e 04 Outubro partir das 08:00hs. LOCAL: Instituto Metodista Izabela Hendrix (Rua da Bahia, 2020, Bairro Funcionários, referência: próximo à Praça da Liberdade).
Para nosso encontro ser mais gostoso, pedimos às companheiras que tragam seus deliciosos quitutes para contribuir nos nossos lanches. E também roupas, acessórios, artesanatos,etc, que possam ser doados para o bazar que será feito na noite de sexta, regado com muita música e animação!
Não esqueçam de trazer seu kit militante (prato, talher, caneca) e roupa de cama!!
E para nossas crianças terá o espaço da ciranda!
Abraços e beijos de carinho e luta
Companheiras da Assembléia Popular, Via Campesina, Marcha Mundial das Mulheres, Brigadas Populares, Movimentos das/os Trabalhadoras/es Desempregadas/os, Nucleo de Geração de Trabalho e Renda do Vicariato, Grupo de Apoio de Familiares e Amigos de Pessoas em Situação de Privação de Liberdade, Movimento das/os Sem Universidade.
PROGRAMAÇÃO
Dia 03 de outubro
– Manhã
08:00 - 09:00 - Acolhida
09:00- 12:00 - A vida das mulheres na RMBH
- Tarde
14:00 - 16:00 - Construção coletiva do Mapa - Vida das Mulheres na RMBH
16:30 - 18:00 - O feminismo e a luta das mulheres.
- Noite: Confraternização com Jornada feminista – Histótria de vida das mulheres lutadoras
Dia 04 de outubro
– Manhã:
08:00 - 09:00 -Debate em eixos - diálogo com o espaço da vida das mulheres na RMBH, criminalização da pobreza e soberania alimentar e energética.
- Tarde:
14:00 - 16:30 -Encaminhamentos.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto
Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto
Em defesa dos direitos das mulheres
Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.
A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.
As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.
A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares.
A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.
Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura.
A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, cultura, saúde.
As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde.
Neste contexto, não podemos nos calar!
Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.
Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.
Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde!
Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito.
Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!
Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!
Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
(Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto)
Em defesa dos direitos das mulheres
Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.
A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.
As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres ricas.
A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de 1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica contra estas mulheres.
A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o “bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares.
A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.
Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual segura.
A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, cultura, saúde.
As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao aborto legal e seguro no sistema público de saúde.
Neste contexto, não podemos nos calar!
Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.
Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe. Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.
Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do atendimento da saúde!
Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção, sem coerção e com respeito.
Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!
Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!
Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
(Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto)
Atividades no Distrito Federal

Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!
Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
Em razão do Dia Latino- Americano pela Descriminalização do aborto, dia 28 de setembro, as entidades e organizações feministas abaixo assinadas convidam para o lançamento, no Distrito Federal, Frente nacional pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto":
CUT-DF e Sindicatos Filiados, Marcha Mundial de Mulheres – DF, CFEMEA - Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Cidadãs Positivas, Sapataria: Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF, Coturno de Vênus, Fórum de Mulheres Negras -DF, Promotoras Legais Populares – DF, korpus krisis, Wendo -DF.
Dia 23/09 - terça-feira
Exibição do filme "O aborto dos outros", com a presença da diretora Carla Gallo
Local: Auditório do CEAN (607 norte, entrada pela L2)
Horário:
14h - Primeira exibição
16h - Oficina "batucada feminista"
19h - Segunda exibição
Dia 26/09 - sexta-feira
Ato com performance, batucada e panfletagem
Local: concentração na plataforma superior da Rodoviária (próx. semáforo)
Horário: a partir das 16h
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
O Aborto dos Outros
(O Aborto dos Outros, Brasil, 2007)
Gênero: Documentário
Duração: 72 min.
Cotação: 9,1 (19 votos)
Diretor(es): Carla Gallo (2)
Estréia: 19.09.2008
SINOPSE
Vítima de estupro, uma menina de 13 anos aguarda no hospital os procedimentos para um aborto legal já autorizado. Grávida de seis meses, uma mulher casada concorda em interromper a gravidez a conselho médico, depois que exames constatam defeitos irreversíveis no feto. Também vítimas de estupro, outras mulheres, uma delas mãe de três filhos, debatem-se com seus dilemas religiosos, temendo castigo de Deus depois da intervenção. Empregada doméstica que recorreu a um remédio para provocar o aborto teve hemorragia intensa, foi parar num hospital. Acabou denunciada e sendo algemada na cama, além de enfrentar um processo. Vista sob o prisma de situações-limite, a maternidade de mulheres geralmente pobres revela aspectos solitários e extremos.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Ato Nacional em Solidariedade às Mulheres!
ATO NACIONAL EM SOLIDARIEDADE ÀS MULHERES CONDENADAS POR FAZER ABORTO
DIA 26 DE SETEMBRO DE 2008
EM SÃO PAULO: CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA RAMOS, A PARTIR DAS 13:30,
E CAMINHADA ATÉ O TRIBUNAL DE JUSTIÇA
(ao lado da praça da sé)
Mais de duas mil mulheres estão sob ameaça de prisão. Algumas já foram indiciadas e outras estão cumprindo pena em Mato Grosso do Sul.
Elas tiveram sua privacidade invadida e suas vidas expostas à execração pública. Outras centenas correm os mesmos riscos em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul e outros estados.
Trata-se de um atentado à autonomia e à dignidade das mulheres, em sua maioria pobre, sem acesso a assistência jurídica e psicológica. Para evitar que esta e outras violações dos direitos humanos ocorram, proteste, participe do ato pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto no Brasil. Isso permitirá um tratamento digno às mulheres e a redução das mortes maternas.
Nesse mesmo dia, 26 de setembro, lançaremos uma Frente Nacional pela Legalização do Aborto com a participação de entidades e movimentos democráticos e populares. Este ato é parte das ações do Dia Latino Americano e Caribenho pela Legalização do Aborto.
Nenhuma mulher deve ser perseguida, humilhada, condenada ou presa pela prática do aborto.
Junte-se a nós! Vamos dar um basta à criminalização das mulheres
e defender a legalização do aborto
DIA 26 DE SETEMBRO DE 2008
EM SÃO PAULO: CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA RAMOS, A PARTIR DAS 13:30,
E CAMINHADA ATÉ O TRIBUNAL DE JUSTIÇA
(ao lado da praça da sé)
Mais de duas mil mulheres estão sob ameaça de prisão. Algumas já foram indiciadas e outras estão cumprindo pena em Mato Grosso do Sul.
Elas tiveram sua privacidade invadida e suas vidas expostas à execração pública. Outras centenas correm os mesmos riscos em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul e outros estados.
Trata-se de um atentado à autonomia e à dignidade das mulheres, em sua maioria pobre, sem acesso a assistência jurídica e psicológica. Para evitar que esta e outras violações dos direitos humanos ocorram, proteste, participe do ato pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto no Brasil. Isso permitirá um tratamento digno às mulheres e a redução das mortes maternas.
Nesse mesmo dia, 26 de setembro, lançaremos uma Frente Nacional pela Legalização do Aborto com a participação de entidades e movimentos democráticos e populares. Este ato é parte das ações do Dia Latino Americano e Caribenho pela Legalização do Aborto.
Nenhuma mulher deve ser perseguida, humilhada, condenada ou presa pela prática do aborto.
Junte-se a nós! Vamos dar um basta à criminalização das mulheres
e defender a legalização do aborto
Sábado,20/09, oficina na SOF!!!!!!
Atenção Fuzarqueiras!
Está chegando o dia de uma grande manifestação em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto! A Marcha Mundial das Mulheres é parte da convocatória deste ato!
Por isso nós, da Fuzarca Feminista, combinamos de substituir nosso ensaio quinzenal por uma reflexão sobre a luta pela legalização do aborto, seguida de um momento para pensar nossas estratégias e nossa presença no ato. Depois disso, faremos um mutirão pela recuperação dos nossos batuques!
Tudo isso acontecerá no próximo sábado, 20/09, às 15h00, lá na SOF.
AGENDE-SE:
20/09/2008 (sábado)
Horário: 15h00
Local: SOF
Se houver tempo, vamos ensaiar um pouco!!!!!
A SOF fica na Ministro Costa e Silva, 36 em Pinheiros. A Ministro Costa e Silva é uma Travessa da Mourato Coelho, depois da Inácio Pereira da Rocha. Contato:(11) 3819-3876.
Está chegando o dia de uma grande manifestação em solidariedade às mulheres condenadas por fazer aborto! A Marcha Mundial das Mulheres é parte da convocatória deste ato!
Por isso nós, da Fuzarca Feminista, combinamos de substituir nosso ensaio quinzenal por uma reflexão sobre a luta pela legalização do aborto, seguida de um momento para pensar nossas estratégias e nossa presença no ato. Depois disso, faremos um mutirão pela recuperação dos nossos batuques!
Tudo isso acontecerá no próximo sábado, 20/09, às 15h00, lá na SOF.
AGENDE-SE:
20/09/2008 (sábado)
Horário: 15h00
Local: SOF
Se houver tempo, vamos ensaiar um pouco!!!!!
A SOF fica na Ministro Costa e Silva, 36 em Pinheiros. A Ministro Costa e Silva é uma Travessa da Mourato Coelho, depois da Inácio Pereira da Rocha. Contato:(11) 3819-3876.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
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