Nos dias 25 e 26 de abril de 2009 acontecerá mais um encontro estadual da Batucada Feminista do RN. O encontro acontecerá em Campo Grande e espera-se a participação de 70 batuqueiras de São Miguel do Gostoso, Poço Branco, Baraúna, Apodi, Assu, Caraúbas, Janduís, Governador Dix-Sept Rosado, Upanema, Felipe Guerra e Mossoró.
By: Leilany Meirelly!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Oficina em Pernambuco!
Fotos da oficina que rolou em Pernambuco.
No ultimo sábado 04 um grupo de mulheres de Maranguape I (região metropolitana do Recife) se reunirão para discutir feminismo e fazer arte. Com latas, tambores e muita criatividade construímos novos instrumentos e ensaiamos algumas palavras de ordem. Foi exibido também o vídeo do 8 de março de 2005.
Cida Farias
MMM - PE
quinta-feira, 26 de março de 2009
Letras de Música
Abre-alas 1
O abre-alas que eu quero passar
O abre-alas que eu quero passar,
Sou feminista, não posso negar
Sou feminista, não posso negar!
Abre-alas 2
Ô abre alas que as mulheres vão passar,
Com essa marcha muita coisa vai mudar,
Nosso lugar não é no fogo ou no fogão,
A nossa chama é o fogo da revolução!
Ê feminismo!
Êêêê feminismo, ê!
Êêêê feminismo, ê!
Êêêê feminismo, ê!
Lá lá lá lá lá lá!
Feminismo pra frente, (3x)
O machismo pra trás!
Lá lá lá lá lá lá!
João
João, João cozinha seu feijão
José, José cozinha se quiser!
Mulher não foi feita
Mulher não foi feita pra serviço de cozinha
Salsa, cebola e cebolinha
Mulher não foi feita pra levar tapinha
Na cara, no braço, nem na bundinha!
Legalizar aborto
Legalizar o aborto,
Direito ao nosso corpo!
Se o papa
Se o papa fosse mulher,
O aborto seria legal!
Se o papa fosse mulher,
O aborto seria legal!
Se o papa fosse mulheéér!
O aborto seria legal!
Seria legal e seguro,
Seria Lega e seguro!
Nossa luta 1
A nossa luta é todo dia,
Somos mulheres e não mercadoria!
Nossa luta 2
A nossa luta é por respeito,
Mulher não é só bunda e peito!
Eu não sou miss
Eu não sou miss,
Nem avião,
Minha beleza não tem padrão
O mundo que a gente quer
A violência contra mulher,
Não é o mundo que a gente quer!!
Não dá!!!
Não dá, não dá, não dá!
Não dá danoninho
Todinho não dá,
Biscoito Bauduco
E ovo maltine,
Massa frescarine
Yoki não dá
Comida transgênica tem que acabar,
Não dá!!
Arroz com feijão
Arroz com feijão,
queremos comer!
Mas com a Monsanto
Não vamos mais poder!
Te cuida seu machista!
Te cuida, te cuida,
Te cuida seu machista
Que a América Latina vai ser toda feminista
No batuque do tambor!
No batuque do tambor (tum tum tum)
a revolta social (tum tum tum)
nós somos as mulheres (tum tum tum)
da marcha mundial!
Contra a pobreza e a opressão (tum tum tum)
do capitalismo patriarcal (tum tum tum)
nós vamos provocar
uma revolução mundial!
Eeeeeeeeeeeeeê mulheres
mulheres, libertárias
Eeeeeeeeeeeeeeê mulheeeeres
feministas, revolucionárias
No batuque do tambor!!!! (tum tum tum)
Cremogema
Queima, queima, queima
Que é transgênico
Pra acabar com a propriedade das sementes
A Monsanto, quer sempre o pior pra gente
Queima, queima que é transgênico!
Seguir lutando
Vamos seguir lutando com o povo
Vamos construir um mundo novo
Contra a violencia e o machismo
Contra a pobreza e o capitalismo
Livres ou mortas, jaaamais escravas( 2X)
Mulher rendeira
Olê mulher rendeira,
Olê mulher rendá,
sai do pé desse fogão,
vem prá rua, vem lutar.
Não quero mais saber
Paródia do "Você não valhe nada, mas eu gosto de você"
Mulher violentada eu não quero mais saber,
Mulher violentada eu não quero mais saber,
Tudo o que eu quero é mulher livre ser,
Tudo o que eu quero é mulher livre ser.
Macarena
Faz o trabalho doméstico Manoel,
Faz o trabalho doméstico Manoel,
Faz o trabalho doméstico Manoel,
Êeee... faz Manél, ai!
O abre-alas que eu quero passar
O abre-alas que eu quero passar,
Sou feminista, não posso negar
Sou feminista, não posso negar!
Abre-alas 2
Ô abre alas que as mulheres vão passar,
Com essa marcha muita coisa vai mudar,
Nosso lugar não é no fogo ou no fogão,
A nossa chama é o fogo da revolução!
Ê feminismo!
Êêêê feminismo, ê!
Êêêê feminismo, ê!
Êêêê feminismo, ê!
Lá lá lá lá lá lá!
Feminismo pra frente, (3x)
O machismo pra trás!
Lá lá lá lá lá lá!
João
João, João cozinha seu feijão
José, José cozinha se quiser!
Mulher não foi feita
Mulher não foi feita pra serviço de cozinha
Salsa, cebola e cebolinha
Mulher não foi feita pra levar tapinha
Na cara, no braço, nem na bundinha!
Legalizar aborto
Legalizar o aborto,
Direito ao nosso corpo!
Se o papa
Se o papa fosse mulher,
O aborto seria legal!
Se o papa fosse mulher,
O aborto seria legal!
Se o papa fosse mulheéér!
O aborto seria legal!
Seria legal e seguro,
Seria Lega e seguro!
Nossa luta 1
A nossa luta é todo dia,
Somos mulheres e não mercadoria!
Nossa luta 2
A nossa luta é por respeito,
Mulher não é só bunda e peito!
Eu não sou miss
Eu não sou miss,
Nem avião,
Minha beleza não tem padrão
O mundo que a gente quer
A violência contra mulher,
Não é o mundo que a gente quer!!
Não dá!!!
Não dá, não dá, não dá!
Não dá danoninho
Todinho não dá,
Biscoito Bauduco
E ovo maltine,
Massa frescarine
Yoki não dá
Comida transgênica tem que acabar,
Não dá!!
Arroz com feijão
Arroz com feijão,
queremos comer!
Mas com a Monsanto
Não vamos mais poder!
Te cuida seu machista!
Te cuida, te cuida,
Te cuida seu machista
Que a América Latina vai ser toda feminista
No batuque do tambor!
No batuque do tambor (tum tum tum)
a revolta social (tum tum tum)
nós somos as mulheres (tum tum tum)
da marcha mundial!
Contra a pobreza e a opressão (tum tum tum)
do capitalismo patriarcal (tum tum tum)
nós vamos provocar
uma revolução mundial!
Eeeeeeeeeeeeeê mulheres
mulheres, libertárias
Eeeeeeeeeeeeeeê mulheeeeres
feministas, revolucionárias
No batuque do tambor!!!! (tum tum tum)
Cremogema
Queima, queima, queima
Que é transgênico
Pra acabar com a propriedade das sementes
A Monsanto, quer sempre o pior pra gente
Queima, queima que é transgênico!
Seguir lutando
Vamos seguir lutando com o povo
Vamos construir um mundo novo
Contra a violencia e o machismo
Contra a pobreza e o capitalismo
Livres ou mortas, jaaamais escravas( 2X)
Mulher rendeira
Olê mulher rendeira,
Olê mulher rendá,
sai do pé desse fogão,
vem prá rua, vem lutar.
Não quero mais saber
Paródia do "Você não valhe nada, mas eu gosto de você"
Mulher violentada eu não quero mais saber,
Mulher violentada eu não quero mais saber,
Tudo o que eu quero é mulher livre ser,
Tudo o que eu quero é mulher livre ser.
Macarena
Faz o trabalho doméstico Manoel,
Faz o trabalho doméstico Manoel,
Faz o trabalho doméstico Manoel,
Êeee... faz Manél, ai!
Músicas da Marcha
Olá gente,
Com um pouco de atraso, gostaria de compartilhar com vocês uma experiência muito bacana que tivemos no 8 de março, em São Paulo.
Nós fizemos um panfletinho chamado "Cante com a Gente" com todas as músicas que couberam no A4 e que a gente lembrou que já cantamos ou gritamos em alguma passeata alguma vez na vida.
Na realidade, isso não é nenhuma novidade. Mas ajudou a melhorar bastante nossa performance, porque podemos cantar músicas grandes que normalmente a gente não lembra da letra. Além disso, fizemos um pouco a mais e distribuimos para outras pessoas que puderam aumentar o coro e marchar cantando com a gente!]
Convido a todas as bloggeiras, que frequentem ou não os ensaios, a socializarem conosco as músicas, palavras de ordem e ritmos. Depois do FSM 2009 estamos vendo surgir em alguns estados núcleos da MMM e batucadas feministas e o blog pode ajudá-las nesse início de trajeto.
saudações feministas!!!
Camila Furchi
MMM-SP
Com um pouco de atraso, gostaria de compartilhar com vocês uma experiência muito bacana que tivemos no 8 de março, em São Paulo.
Nós fizemos um panfletinho chamado "Cante com a Gente" com todas as músicas que couberam no A4 e que a gente lembrou que já cantamos ou gritamos em alguma passeata alguma vez na vida.
Na realidade, isso não é nenhuma novidade. Mas ajudou a melhorar bastante nossa performance, porque podemos cantar músicas grandes que normalmente a gente não lembra da letra. Além disso, fizemos um pouco a mais e distribuimos para outras pessoas que puderam aumentar o coro e marchar cantando com a gente!]
Convido a todas as bloggeiras, que frequentem ou não os ensaios, a socializarem conosco as músicas, palavras de ordem e ritmos. Depois do FSM 2009 estamos vendo surgir em alguns estados núcleos da MMM e batucadas feministas e o blog pode ajudá-las nesse início de trajeto.
saudações feministas!!!
Camila Furchi
MMM-SP
segunda-feira, 2 de março de 2009
Manifestações do 8 de março!
Belo Horizonte/MG
06 de março - Ato Público. Eixo: “Contra a violência do capital e do patriarcado, marchamos pela vida e trabalho das mulheres”.
Concentração às 14h na Praça Sete.
08 de março – Pela manhã: Intervenção na Feira Hip e Parque Municipal
Pela tarde: Encontro de Mulheres da Região Metropolitana no Conservatório da UFMG
Distrito Federal
05 de março - 14 às 17h: Pré- lançamento da Campanha por Igualdade de Oportunidades da CUT e debate sobre o eixo “Creches: garantia de direitos e papel das políticas públicas para a construção da autonomia das mulheres”.
Auditório do Centro de Ensino Médio Nr. 04, Ceilândia (estação de metrô Guariroba).
Organização: CUT/DF e Secretaria de Mulheres do SINPRO/DF. Participação: Marcha Mundial das Mulheres, Conselho Tutelar e Promotoria Pública da Ceilândia.
07 de março - 9h: Ato político – cultural no Parque da Cidade. Panfletagem, ações de cidadania (saúde: prevenção de câncer de mama, colo do útero e doenças laborais, orientações sobre combate à violência contra a mulher, documentação civil, etc.) e show musical.
Estacionamento 12, próximo à administração do Parque.
Organização: CUT/DF
Informações: 3251-9374
07 de março – 10h30 - Ato Público na Feira da Ceilêndia
Organização: Fórum de Promotoras Legais Populares do Distrito Federal e Marcha Mundial das Mulheres no DF
Fortaleza/CE
8 de março - Ato Unificado. Eixo: "Contra a globalização capitalista, uma revolução feminista e socialista". O ato estará dividido em alas: direito ao aborto; violência contra as mulheres; liberdade sexual; trabalho das mulheres e autonomia econômica; turismo sexual e tráfico de mulheres.
Concentração às 9h, na Praça 31 de março.
Pará
7 de março – Seminário em Ananindeua. Debate sobre a Lei Maria da Penha, com presença da Batucada. 8h.
8 de março - Ato unificado. Eixo: Contra a CPI do Aborto e a Pedofilia. Concentração às 9h na Escadinha. Caminhada até Praça da República.
Rio de Janeiro
Atividades do Dia Internacional da Mulher
6 de março - Ato unificado. Concentração às 18hs na Candelária
7 de março - Ato no calçadão de Campo Grande, às 9h30.
8 de março - Ato da Marcha Mundial das Mulheres, com o eixo: Autonomia econômica das mulheres. Concentração as 10hs no Aterro do Flamengo, em frente à passarela do Belmonte. Haverá encenação da Peça "Eu também sou mulher" do grupo Marias do Brasil.
6 a 8 de março - 1ª Feira Feminista da Economia Solidária de Teresópolis
São Paulo
6 de março – Debate sobre a situação de criminalização das mulheres e a CPI do aborto. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, auditório Teotônio Vilela, às 18h.
8 de março – Ato unificado. Eixo: “Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!”. Concentração às 10h na Praça Osvaldo Cruz. Caminhada até o Ibirapuera, onde será realizado um ato pela legalização do aborto.
Manifestação Internacional – Mulheres da CUT
A Comissão de Mulheres da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul, da qual a CUT faz parte, está organizando uma manifestação internacional em Santana do Livramento, RS.
Os eixos serão: a defesa de igualdade salarial entre homens e mulheres, combate à violência contra as mulheres, a luta por soberania alimentar.
Dia 8 de março, a partir das 13h no Parque Internacional. Fronteira Brasil/Uruguai.
Mais informações: www.cut.org.br
06 de março - Ato Público. Eixo: “Contra a violência do capital e do patriarcado, marchamos pela vida e trabalho das mulheres”.
Concentração às 14h na Praça Sete.
08 de março – Pela manhã: Intervenção na Feira Hip e Parque Municipal
Pela tarde: Encontro de Mulheres da Região Metropolitana no Conservatório da UFMG
Distrito Federal
05 de março - 14 às 17h: Pré- lançamento da Campanha por Igualdade de Oportunidades da CUT e debate sobre o eixo “Creches: garantia de direitos e papel das políticas públicas para a construção da autonomia das mulheres”.
Auditório do Centro de Ensino Médio Nr. 04, Ceilândia (estação de metrô Guariroba).
Organização: CUT/DF e Secretaria de Mulheres do SINPRO/DF. Participação: Marcha Mundial das Mulheres, Conselho Tutelar e Promotoria Pública da Ceilândia.
07 de março - 9h: Ato político – cultural no Parque da Cidade. Panfletagem, ações de cidadania (saúde: prevenção de câncer de mama, colo do útero e doenças laborais, orientações sobre combate à violência contra a mulher, documentação civil, etc.) e show musical.
Estacionamento 12, próximo à administração do Parque.
Organização: CUT/DF
Informações: 3251-9374
07 de março – 10h30 - Ato Público na Feira da Ceilêndia
Organização: Fórum de Promotoras Legais Populares do Distrito Federal e Marcha Mundial das Mulheres no DF
Fortaleza/CE
8 de março - Ato Unificado. Eixo: "Contra a globalização capitalista, uma revolução feminista e socialista". O ato estará dividido em alas: direito ao aborto; violência contra as mulheres; liberdade sexual; trabalho das mulheres e autonomia econômica; turismo sexual e tráfico de mulheres.
Concentração às 9h, na Praça 31 de março.
Pará
7 de março – Seminário em Ananindeua. Debate sobre a Lei Maria da Penha, com presença da Batucada. 8h.
8 de março - Ato unificado. Eixo: Contra a CPI do Aborto e a Pedofilia. Concentração às 9h na Escadinha. Caminhada até Praça da República.
Rio de Janeiro
Atividades do Dia Internacional da Mulher
6 de março - Ato unificado. Concentração às 18hs na Candelária
7 de março - Ato no calçadão de Campo Grande, às 9h30.
8 de março - Ato da Marcha Mundial das Mulheres, com o eixo: Autonomia econômica das mulheres. Concentração as 10hs no Aterro do Flamengo, em frente à passarela do Belmonte. Haverá encenação da Peça "Eu também sou mulher" do grupo Marias do Brasil.
6 a 8 de março - 1ª Feira Feminista da Economia Solidária de Teresópolis
São Paulo
6 de março – Debate sobre a situação de criminalização das mulheres e a CPI do aborto. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, auditório Teotônio Vilela, às 18h.
8 de março – Ato unificado. Eixo: “Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!”. Concentração às 10h na Praça Osvaldo Cruz. Caminhada até o Ibirapuera, onde será realizado um ato pela legalização do aborto.
Manifestação Internacional – Mulheres da CUT
A Comissão de Mulheres da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul, da qual a CUT faz parte, está organizando uma manifestação internacional em Santana do Livramento, RS.
Os eixos serão: a defesa de igualdade salarial entre homens e mulheres, combate à violência contra as mulheres, a luta por soberania alimentar.
Dia 8 de março, a partir das 13h no Parque Internacional. Fronteira Brasil/Uruguai.
Mais informações: www.cut.org.br
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Ensaio Fuzarca Feminista em São Paulo
Gente,
Depois da incrível experiência de batucar ao lado de mulheres da Marcha Mundial das Mulheres de todo Brasil - éramos mais de 100 batuqueiras - no FSM 2009, nós aqui em São Paulo, voltaremos a ensaiar, agora pra bombar no 8 de março!!!
Será dia 28 de fevereiro, as 15h00, no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista.
Saudações Feministas, anti-capitalistas e anti-racistas!!!
Depois da incrível experiência de batucar ao lado de mulheres da Marcha Mundial das Mulheres de todo Brasil - éramos mais de 100 batuqueiras - no FSM 2009, nós aqui em São Paulo, voltaremos a ensaiar, agora pra bombar no 8 de março!!!
Será dia 28 de fevereiro, as 15h00, no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista.
Saudações Feministas, anti-capitalistas e anti-racistas!!!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Mulheres do Chile e Líbano
Meninas, aqui vai uma conversa entre Mariela Erazo da Corporación Humanas (Chile) e Farah Salka da Liga de Ativistas Independentes (Líbano). São duas militantes feministas que passaram por São Paulo ano passado e visitaram a SOF pra conhecer a MMM.
Essa conversa foi extraída do blog www.raoni.info
Mariela: Quais são as principais violações de direitos humanos das mulheres no Líbano?
Farah: Basicamente quando se fala em violação dos direitos humanos das mulheres no Líbano, se fala em vários níveis.
Não só há o sexismo, como as mulheres não têm consciência que são oprimidas. Não são opressões explícitas e como estão em todas as partes, nas igrejas, escolas, locais de trabalho, acham que é normal. Por exemplo, as mulheres Libanesas não podem conceder nacionalidade aos seus filhos e companheiros, somente os homens o podem, se eu tiver um marido mexicano e filhos com ele, mesmo vivendo no Líbano, terei de pedir permissão para que meus filhos vivam no país uma vez por ano.
No Líbano as mulheres para serem aceitas socialmente tem que portar-se conforme o estereótipo de beleza, comportamento, complacência, tudo para agradar aos homens. Não podem desempenhar tarefas tidas como masculinas, como dirigir táxis por exemplo, sem serem taxadas de "problemáticas".
Apesar de muitas mulheres terem acesso à educação, não ocupam espaços de comando nem em organismos estatais e tão pouco em empresas privadas.
Por isso que faço parte desse movimento, a Liga de Ativistas Independentes. Temos o movimento "Banat Akhir Zaman" que significa "as garotas dos últimos tempos", utilizado de forma pejorativa para garotas mais jovens que saem com freqüência, agem com liberdade. Adotamos essa expressão com forma de afirmação da nossa condição, queremos ser diferentes mesmo.
Estamos trabalhando por uma lei que criminalize a violência familiar. Queremos trabalhar a consciência das mulheres para que saibam da existência da lei, a vizinhança a utilize, que seja agentes de sua própria proteção, que denunciem.
M: Existem articulações entre as organizações feministas em âmbitos nacional, regional e internacional?
F: A "Banat Akhir Zaman" é uma organização de todo o mundo árabe, não somente no Líbano. Organiza entre cinco e seis mil garotas. O Líbano assinou muitas convenções internacionais sobre direitos humanos, mas esses direitos não saem do papel.
M: Gostaria que comentasse sobre a participação política das mulheres, sobre a situação dos direitos sexuais e reprodutivos no Líbano.
F: Nas Universidades do Líbano há até mais mulheres que homens, mas isso ocorre pois somente os homens viajam, inclusive para estudar, então se levarmos em conta o total de estudantes libaneses os homens são a maioria. Mas a questão principal é que as mulheres se concentram em carreiras socialmente desvalorizadas, se formam mais não ocupam cargos importantes, quando casam abandonam a profissão. Atualmente, das 128 cadeiras do parlamento, somente seis são mulheres. Sendo que essas só ocupam a posição devido a parentesco com outros parlamentares e políticos homens, não tratam das temáticas das mulheres. No judiciário ocorre o mesmo.
M: Poderias comentar sobre os direitos civis e políticos das mulheres, especialmente em relação ao assassinato da ex-Primeira Ministra Paquistanesa, Benazir Butho e as detenções arbitrárias de Asma Jihangir e Hina Jilani?
F: No Líbano, notícias de assassinatos de lideranças femininas não são tratadas e compreendidas pelas mulheres como questão de gênero. Assim não se guarda dados, não são lembradas.
M: A maior parte das informações que recebemos são da Anistia Internacional com abaixo-assinados, em que ponto o apoio internacional é relevante?
F: Algumas campanhas são ajudadas pelo apoio internacional, mas outras não requerem. Por exemplo, as mulheres do Sri Lanka são as mais exploradas no Líbano. E não se pode buscar apoio da Embaixada do Sri Lanka porque são eles os próprios promotores do tráfico de seres humanos, a exploração das mulheres migrantes em troca do lucro.
M: As mulheres tem acesso a educação sexual e anticoncepcionais?
F: Nada. As mulheres não sã educadas sexualmente e são privadas de anticoncepcionais. O máximo que ficam sabendo são do seu período menstrual. E nas poucas escolas de elite, quando há educação sexual, há uma sessão por ano, onde se separam os meninos das meninas e não se fala abertamente do tema, suprimindo informações importantes de proteção à saúde.
M: E como está a situação de violência contra as mulheres no Líbano?
F: Muito mal, não há sequer dados de registro. Há assédio nas ruas a mulheres desacompanhadas, que são muito desrespeitadas. Ocorre muitos estupros dentro do casamento, que não são punidos.
F: E qual a situação de Chile quanto as violações dos direitos das mulheres?
M: Não existe um nível adequado de educação sexual e acesso a métodos anticonceptivos, implicando uma alta taxa de gravidez de adolescentes. O que ocorre principalmente entre as jovens de baixa renda. Neste ano se proibiu a distribuição da "pílula do dia seguinte" na rede de saúde pública, caracterizando a discriminação de classe, pois as que têm recursos podem comprá-las na farmácia.
A violência doméstica é um grave problema, numa população de quinze milhões de habitantes, são assassinadas setenta mulheres por ano pelas mãos dos seus companheiros. Esse feminicídio não é protegido pelo Estado, por não haver prevenção e tão pouco proteção aos mulheres ameaçadas, essas que mesmo sobre proteção estatal são assassinadas demonstrando a total ineficácia dessas medidas.
A situação tem melhorado devido a um aumento da cobertura da mídia aos casos de violência, principalmente relacionando-os a opressão de gênero e utilização de termos mais politizados como feminicídio, por exemplo.
Essa conversa foi extraída do blog www.raoni.info
Mariela: Quais são as principais violações de direitos humanos das mulheres no Líbano?
Farah: Basicamente quando se fala em violação dos direitos humanos das mulheres no Líbano, se fala em vários níveis.
Não só há o sexismo, como as mulheres não têm consciência que são oprimidas. Não são opressões explícitas e como estão em todas as partes, nas igrejas, escolas, locais de trabalho, acham que é normal. Por exemplo, as mulheres Libanesas não podem conceder nacionalidade aos seus filhos e companheiros, somente os homens o podem, se eu tiver um marido mexicano e filhos com ele, mesmo vivendo no Líbano, terei de pedir permissão para que meus filhos vivam no país uma vez por ano.
No Líbano as mulheres para serem aceitas socialmente tem que portar-se conforme o estereótipo de beleza, comportamento, complacência, tudo para agradar aos homens. Não podem desempenhar tarefas tidas como masculinas, como dirigir táxis por exemplo, sem serem taxadas de "problemáticas".
Apesar de muitas mulheres terem acesso à educação, não ocupam espaços de comando nem em organismos estatais e tão pouco em empresas privadas.
Por isso que faço parte desse movimento, a Liga de Ativistas Independentes. Temos o movimento "Banat Akhir Zaman" que significa "as garotas dos últimos tempos", utilizado de forma pejorativa para garotas mais jovens que saem com freqüência, agem com liberdade. Adotamos essa expressão com forma de afirmação da nossa condição, queremos ser diferentes mesmo.
Estamos trabalhando por uma lei que criminalize a violência familiar. Queremos trabalhar a consciência das mulheres para que saibam da existência da lei, a vizinhança a utilize, que seja agentes de sua própria proteção, que denunciem.
M: Existem articulações entre as organizações feministas em âmbitos nacional, regional e internacional?
F: A "Banat Akhir Zaman" é uma organização de todo o mundo árabe, não somente no Líbano. Organiza entre cinco e seis mil garotas. O Líbano assinou muitas convenções internacionais sobre direitos humanos, mas esses direitos não saem do papel.
M: Gostaria que comentasse sobre a participação política das mulheres, sobre a situação dos direitos sexuais e reprodutivos no Líbano.
F: Nas Universidades do Líbano há até mais mulheres que homens, mas isso ocorre pois somente os homens viajam, inclusive para estudar, então se levarmos em conta o total de estudantes libaneses os homens são a maioria. Mas a questão principal é que as mulheres se concentram em carreiras socialmente desvalorizadas, se formam mais não ocupam cargos importantes, quando casam abandonam a profissão. Atualmente, das 128 cadeiras do parlamento, somente seis são mulheres. Sendo que essas só ocupam a posição devido a parentesco com outros parlamentares e políticos homens, não tratam das temáticas das mulheres. No judiciário ocorre o mesmo.
M: Poderias comentar sobre os direitos civis e políticos das mulheres, especialmente em relação ao assassinato da ex-Primeira Ministra Paquistanesa, Benazir Butho e as detenções arbitrárias de Asma Jihangir e Hina Jilani?
F: No Líbano, notícias de assassinatos de lideranças femininas não são tratadas e compreendidas pelas mulheres como questão de gênero. Assim não se guarda dados, não são lembradas.
M: A maior parte das informações que recebemos são da Anistia Internacional com abaixo-assinados, em que ponto o apoio internacional é relevante?
F: Algumas campanhas são ajudadas pelo apoio internacional, mas outras não requerem. Por exemplo, as mulheres do Sri Lanka são as mais exploradas no Líbano. E não se pode buscar apoio da Embaixada do Sri Lanka porque são eles os próprios promotores do tráfico de seres humanos, a exploração das mulheres migrantes em troca do lucro.
M: As mulheres tem acesso a educação sexual e anticoncepcionais?
F: Nada. As mulheres não sã educadas sexualmente e são privadas de anticoncepcionais. O máximo que ficam sabendo são do seu período menstrual. E nas poucas escolas de elite, quando há educação sexual, há uma sessão por ano, onde se separam os meninos das meninas e não se fala abertamente do tema, suprimindo informações importantes de proteção à saúde.
M: E como está a situação de violência contra as mulheres no Líbano?
F: Muito mal, não há sequer dados de registro. Há assédio nas ruas a mulheres desacompanhadas, que são muito desrespeitadas. Ocorre muitos estupros dentro do casamento, que não são punidos.
F: E qual a situação de Chile quanto as violações dos direitos das mulheres?
M: Não existe um nível adequado de educação sexual e acesso a métodos anticonceptivos, implicando uma alta taxa de gravidez de adolescentes. O que ocorre principalmente entre as jovens de baixa renda. Neste ano se proibiu a distribuição da "pílula do dia seguinte" na rede de saúde pública, caracterizando a discriminação de classe, pois as que têm recursos podem comprá-las na farmácia.
A violência doméstica é um grave problema, numa população de quinze milhões de habitantes, são assassinadas setenta mulheres por ano pelas mãos dos seus companheiros. Esse feminicídio não é protegido pelo Estado, por não haver prevenção e tão pouco proteção aos mulheres ameaçadas, essas que mesmo sobre proteção estatal são assassinadas demonstrando a total ineficácia dessas medidas.
A situação tem melhorado devido a um aumento da cobertura da mídia aos casos de violência, principalmente relacionando-os a opressão de gênero e utilização de termos mais politizados como feminicídio, por exemplo.
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